"O sol é senhor do universo.
Tuapac filho do sol.
Tuapac povo grande.
Tuapac invencível.
Viva Tuapac.
Morte aos inimigos."
Paopec leu as tatuagens nas costas do Tuapac, enquanto arrastavam-no para decepar a cabeça.
Desde que a grande guerra entre nosso povo e o povo Tuapac foi declarada, a cabeça de um guerreiro vermelho trazia boa sorte. Era encolhida e dependurada próxima à tribo.
Nosso povo era pacífico. Mas o povo do norte insistiu em nos atacar, roubando jovens, crianças e mulheres, que levava, subindo os rios. Nosso povo adorava a "Mãe Terra", eles o "Sol".
O ritual foi breve, Tashego dançou e cantou uma canção de despedida em torno do corpo. Ajeitou o pescoço do vermelho num tronco. Rogou perdão à grande "Mãe", por ter ceifado a vida de um irmão da terra. E depois de fazer sinais reverentes com as mãos, que só os iniciados sabem decifrar, baixou violentamente a lâmina de pedra vulcânica, num só golpe.
O sangue foi escoado, cobriram-nas com barro e embrulharam num saco de folhas de palmeira, para a viagem de volta.
As duas cabeças juntaram-se ao restante da caça; dois macacos, alguns pássaros e um parrudo javali. Foi uma boa caçada.
Paopec era o mais jovem do grupo, veio na frente, desaparendo na densa floresta, soltando guinchos e vários tipos de assobios, indicando o melhor caminho e alertando sobre qualquer perigo.